ENTREVISTA Presidente do instituto fala sobre consultas, exames, atendimento odontológico e avanços tecnológico O Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Piauí (IASPI) tem ampliado a oferta de serviços e a rede de atendimento para servidores estaduais e seus dependentes. Em entrevista ao Conectando, a presidente do IASPI e do Conselho Nacional das Entidades de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos (CONESSP), médica Daniele Aita, destacou a estrutura do plano, os avanços na assistência e as ações para facilitar o acesso dos usuários. Com atuação na medicina e experiência em gestão em saúde, Daniele explicou que o IASPI oferece atendimento em diferentes áreas, incluindo consultas, exames laboratoriais e de imagem, atendimento odontológico e procedimentos de internação por meio da carteira PLANTA. Segundo ela, o modelo garante uma assistência ampla aos servidores. “O IASPI Saúde oferece serviços do ponto de vista ambulatorial com consultas, exames complementares, laboratoriais e de imagem, mas também atendimento odontológico, que é um grande diferencial do plano de saúde aqui do nosso estado. E o PLANTA oferece os serviços de internação, seja de urgência, eletiva, procedimentos cirúrgicos, além do tratamento oncológico”, explicou. A presidente também ressaltou que a experiência à frente do CONESSP, que reúne institutos de assistência à saúde de servidores públicos de diferentes estados, permitiu comparar modelos de atendimento e identificar os diferenciais do IASPI. De acordo com ela, o instituto possui uma ampla rede credenciada e apresenta um custo inferior aos planos privados. “Todos os estados da Federação têm o seu Instituto de Assistência à Saúde dos servidores, algumas capitais e alguns municípios também têm seus institutos. E nós conseguimos comprovar na prática o grande benefício que o governo do Piauí oferece através do IASPI, porque ele tem uma ampla rede credenciada e um custo-benefício muito importante”, afirmou. Segundo Daniele Aita, o instituto trabalha para ampliar ainda mais a rede de atendimento no interior do estado. Nos últimos anos, houve expansão de credenciamentos em municípios como Parnaíba, Piripiri e outras regiões, com planejamento para fortalecer a assistência em cidades como Floriano, Picos e Bom Jesus. “Nós temos mais de 1.500 credenciados em mais de 68 especialidades nos diversos municípios do estado e estamos trabalhando também para ampliar o acesso através da telemedicina, por meio do aplicativo IASPI Digital”, destacou. A ferramenta tecnológica permitirá facilitar o acesso dos usuários a consultas e orientações médicas, além da integração com serviços digitais de saúde. A presidente explicou que a iniciativa busca reduzir deslocamentos e tornar o atendimento mais rápido. Além da ampliação dos serviços, o IASPI passou por uma reforma estrutural na sede do instituto, com mudanças voltadas para oferecer mais conforto e agilidade aos usuários. O espaço recebeu melhorias de climatização, acessibilidade e organização do atendimento. “Hoje todo mundo é atendido com senha, espera sentado, todos os setores foram estudados e posicionados para facilitar e trazer mais agilidade no atendimento do usuário lá na sede. Nós ampliamos o espaço onde já funcionava o antigo IAPEP, que hoje é IASPI, e ficamos muito felizes com essa entrega para todos os piauienses”, afirmou Daniele Aita. Matéria por Lourrany Meneses
TEA: IMPACTO NA REGULAÇÃO E NOS INSTITUTOS ASSOCIADOS
De forma on-line a Dra. Maria Auxiliadora Budib, da Cassems, falou sobre o “Impacto na Regulação do TEA”, destacando a experiência do Instituto nesse âmbito como forma de levar sua experiência para os demais associados nas ações e desafios do atual cenário, que é de crescimento de casos e diagnósticos.“O cenário hoje é de desafio para a assistência à saúde, são custos diretos e indiretos, judicializações, novas terapias e tratamentos. A dificuldade de autorregulação e regulação emocional no Transtorno do Espectro Autista (TEA) gera forte impacto no comportamento, nas crises sensoriais e na convivência social e, consequentemente, grande impacto na gestão da saúde”, afirmou.Os custos diretos (terapias, reabilitação, consultas, indiretos (afastamento laboral dos pais, impacto econômico) e judicialização (terapias sem evidências científicas ou sem cobertura obrigatória) são desafios que refletem significativamente na gestão dos Institutos e exigem uma resposta específica que garanta o atendimento sem comprometer a sustentabilidade dos planos.
11º Meeting é marcado pela criação do Comitê de Avaliação de Incorporação de Tecnologia
A criação do Comitê de Avaliação de Incorporação de Tecnologias para Institutos não Regulados pela ANS, tema de reunião do 11 Meeting, foi defendida pelo Dr. André dos Anjos, presidente do Ipsemg, que falou sobre a experiência do Instituto.Segundo ele, a criação do comitê no âmbito do Conessp vai ajudar todos os Institutos ao oportunizar uma avaliação coerente que contribua para a sustentabilidade de todos os associados.Este comitê também será muito importante ao gerar um banco de dados que vai integrar, viabilizar e facilitar as decisões do gestor, dando acesso a novas tecnologias e novos tratamentos, priorizando o paciente, mas sem esquecer a sustentabilidade a médio e longo prazo.
Gestão de Conflitos para Empresas
A Dra. Betina Costa, especialista em gestão de conflitos para empresas, fala sobre os desafios do líder na gestão da saúde suplementar diante da necessidade de lidar com novas tecnologias e os desafios da IA.Para a especialista “não tem como listar competências, há, sim, necessidade de integrar competências e habilidades que deem respostas rápidas e precisas em um cenário tão complexo de mudanças e avanços tecnológicos”.Dra. Betina destaca que se a tecnologia avança, temos também que avançar com a tecnologia humana.
Meeting do Conessp em Brasília debate temas de interesse da saúde suplementar
Com o tema “Ampliando o acesso de forma sustentável”, a presidente do Conessp, Dra. Daniele Aita, abriu o 11 Meeting do Conessp (Conselho Nacional das Entidades de Saúde dos Servidores Públicos).Com destaque para um panorama do Conselho e sua atuação nos Estados, a presidente lembrou as características dos 15 Institutos associados, o volume de 5.345.943 vidas atendidas e os desafios de gerenciar a assistência privada da saúde suplementar.“Muito entusiasmada e feliz de estarmos realizando mais este evento, cada Instituto tem suas características próprias, mas é nas diferenças que podemos crescer e melhorar. Trouxemos para o debate temas essenciais e atuais na gestão da saúde suplementar, lembrando também a importância da ampliação do acesso à saúde, a incorporação de novas tecnologias e tratamentos e como fazer tudo isso de com os recursos disponíveis e mantendo o equilíbrio financeiro”, explanou.Com profissionais de grande expertise para falar de inteligência antifraude, impacto na regulação do TEA, competências mais importantes do líder na gestão de permacrise e contrato de compartilhamento de riscos nos tratamentos de alto custo, o Meeting contou com participação on-line dos Institutos e a presença de representantes de quatro Estados